Vida de Roberto Zampieri importa, defende acusação em júri
Assistente de acusação rebate ataques contra a vida de Roberto Zampieri no Tribunal do Júri. Confira agora os detalhes do julgamento em Cuiabá.
A vida de Roberto Zampieri foi o centro dos debates durante o julgamento dos acusados pelo seu assassinato, ocorrido em Cuiabá. O vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin, que atua como assistente de acusação, confrontou energicamente as teses apresentadas pelas defesas dos réus. Os advogados dos acusados têm tentado justificar o crime ligando a vítima a supostos escândalos de corrupção.
Durante a sustentação realizada nesta quinta-feira (1º), Santin dirigiu-se diretamente aos familiares presentes no plenário. Ele enfatizou a dor de uma mãe que perde um filho e reiterou que a conduta da vítima não autoriza o homicídio. O advogado classificou como uma estratégia covarde a tentativa de desvalorizar a vida de Zampieri para absolver os réus.
vida de Roberto Zampieri
Além disso, Desde o início do julgamento, na última terça-feira (29), os defensores de Antônio Gomes da Silva e do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas adotaram uma postura agressiva contra a memória do advogado. Eles alegam que o crime estaria relacionado a investigações sobre a venda de sentenças judiciais, envolvendo nomes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Superior Tribunal de Justiça.
A estratégia da defesa inclui os seguintes argumentos e posturas:
O executor, Antônio Gomes da Silva, declarou ter agido como um "justiceiro" contra a corrupção. Advogados do coronel Caçadini compararam a vítima a figuras do mercado financeiro para desqualificá-la. A defesa sustenta que o assassinato teria sido motivado por uma suposta "missão" em prol de um bem maior. Portanto, Santin rebateu essas alegações comparando a lógica da defesa a situações inadmissíveis no direito. Segundo ele, aceitar que a corrupção justifica um homicídio seria o mesmo que aceitar a absolvição de um estuprador baseada nas vestimentas da vítima. O assistente de acusação reforçou que, no ordenamento jurídico brasileiro, a única justificativa para tirar uma vida é a legítima defesa.
Pela primeira vez no julgamento, a mãe da vítima, Lourdes Coelho Zampieri, acompanhou a sessão ao lado da viúva e do filho do advogado. Santin aproveitou o momento para reforçar o pedido de justiça ao Conselho de Sentença. Ele destacou que Roberto Zampieri era um pai de família e um profissional que merece respeito, independentemente das acusações que surgiram após sua morte.
O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2023, quando Zampieri foi surpreendido por disparos ao entrar em seu veículo, um Fiat Strada. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o executor, com o rosto descoberto e utilizando um silenciador, cometeu o ato. A denúncia do Ministério Público aponta que o coronel Caçadini teria financiado a execução, enquanto outros réus atuaram no planejamento e fornecimento da arma.
Para mais informações sobre o desenrolar deste caso, acompanhe as últimas notícias em nossa editoria de geral . O julgamento segue em fase de debates, com a expectativa de que o Conselho de Sentença decida o destino dos três primeiros réus envolvidos na trama que chocou o meio jurídico mato-grossense.
Fonte: rdnews.com.br