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Tratamentos caseiros para queda de cabelo ganham força nas r

A busca por soluções caseiras contra a calvície cresce na internet, mas especialistas advertem que procedimentos sem supervisão podem agravar a saúde capilar.

A busca por soluções caseiras contra a calvície cresce na internet, mas especialistas advertem que procedimentos sem supervisão podem agravar a saúde capilar.

O crescimento expressivo do setor de beleza e bem-estar voltado ao público masculino trouxe consigo uma busca intensa por alternativas para combater a queda de cabelo. Plataformas digitais estão repletas de vídeos que acumulam milhões de visualizações, promovendo o uso de óleos, babosa, xampus e até técnicas de microagulhamento feitas em casa como promessas de recuperação capilar.

Apesar da alta popularidade dessas sugestões, a calvície masculina — denominada clinicamente como alopecia androgenética — é uma condição que exige diagnóstico especializado e não pode ser revertida por métodos domésticos. Izadora Figueredo, professora do curso de Estética e Imagem Pessoal da UNIASSELVI, demonstra cautela diante das chamadas “fórmulas milagrosas” que circulam na rede, especialmente aquelas que envolvem intervenções invasivas.

“Sem dúvida, as práticas invasivas, como o microagulhamento, representam os maiores perigos. O risco de contaminações decorrentes de procedimentos que lesionam o tecido é altíssimo quando executados por indivíduos sem a devida qualificação técnica” , adverte a especialista. Ela ressalta que a automedicação e a suplementação vitamínica sem prescrição também oferecem riscos severos, podendo causar sobrecarga hepática e renal, complicações cardíacas e interações medicamentosas perigosas.

Sobre o uso de produtos tópicos, como óleos e xampus, a professora pondera que eles podem ser aplicados, desde que se preserve a integridade do couro cabeludo. “Produtos de uso superficial podem oferecer benefícios e não apresentam riscos iminentes, mas é fundamental ter cuidado para que a aplicação não cause lesões que acabem gerando um problema de saúde maior” , orienta.

A alopecia androgenética possui manifestações distintas entre os gêneros. Nos homens, o quadro está ligado a fatores genéticos e à forma como a testosterona atua no couro cabeludo. Segundo a docente, não se trata necessariamente de um excesso do hormônio, mas de uma predisposição genética que faz com que o organismo converta a testosterona em um agente que estimula a queda. O padrão masculino costuma concentrar a perda de fios na região frontal e na coroa.

Já no público feminino, a alopecia tende a se manifestar através do afinamento dos fios, sem que ocorra, via de regra, a perda total dos folículos. Devido a essas particularidades, a indústria farmacêutica e o setor de estética desenvolveram tratamentos específicos para cada caso. Atualmente, existem medicamentos que retardam a queda, cosméticos direcionados e tecnologias, como o laser, que estimulam a circulação sanguínea no folículo piloso, potencializando os resultados.

Izadora destaca que a identificação precoce da queda de cabelo é um fator determinante para o sucesso terapêutico. Por isso, é indispensável buscar a orientação de um profissional habilitado, como um esteticista, evitando a todo custo a realização de procedimentos por conta própria. Os estágios iniciais da condição oferecem uma probabilidade muito maior de resposta positiva quando o paciente segue um protocolo profissional.

Além das intervenções clínicas, a manutenção de hábitos saudáveis desempenha um papel crucial na saúde capilar. A adoção de uma dieta equilibrada e a prática regular de atividades físicas são medidas recomendadas para fortalecer o organismo. “Essas mudanças de estilo de vida podem auxiliar no retardo da queda e, em determinados cenários, favorecer o crescimento de novos fios” , conclui a professora.

Fonte: rdnews.com.br