S+ Notícias

Taxa digital na UE pode gerar 25 mil milhões de euros anuais

A nova taxa digital da UE promete arrecadar 25 mil milhões de euros por ano para o orçamento europeu. Confira os detalhes desta proposta e seus impactos.

A implementação de uma taxa digital proposta pelo Parlamento Europeu promete injetar até 25 mil milhões de euros anuais no orçamento de longo prazo da União Europeia. A estimativa, revelada pela eurodeputada Danuše Nerudová, supera significativamente os cálculos iniciais apresentados pela Comissão Europeia.

Atualmente, as negociações sobre o Quadro Financeiro Plurianual encontram-se em um estágio decisivo. Os Estados-membros buscam um consenso até o final do ano, sendo a criação de novos recursos próprios um dos pontos de maior divergência entre as nações do bloco.

Impacto da taxa digital no orçamento europeu

Segundo Nerudová, a introdução desses tributos é essencial para garantir o reembolso da dívida conjunta e financiar prioridades orçamentárias. A parlamentar solicitou uma análise detalhada sobre o potencial de arrecadação em setores estratégicos, como serviços digitais, jogos online e criptoativos.

As projeções do Parlamento divergem das da Comissão devido à amplitude da base tributária considerada. Enquanto a Comissão adotou uma visão conservadora, o Parlamento incluiu segmentos adicionais, como processamento de dados e serviços de streaming.

Confira os principais pontos da proposta de arrecadação:

Contribuição digital: estimativa de até 25,2 mil milhões de euros anuais. Setor de jogos online: previsão de 3,9 mil milhões de euros. Imposto sobre criptoativos: expectativa de 3 mil milhões de euros. A proposta do Parlamento amplia o escopo da tributação para além da publicidade e intermediação, elevando a alíquota de 3% para 5%. Além disso, a estratégia visa combater a desigualdade competitiva entre gigantes tecnológicos globais e empresas europeias.

Contudo, a medida enfrenta resistência. Alguns Estados-membros temem retaliações comerciais por parte dos Estados Unidos. Nerudová rebate as críticas, argumentando que as empresas de tecnologia operam na Europa sem contribuir com a sua parcela justa de impostos.

O imposto sobre jogos online encontra oposição específica em Malta, país que abriga diversas sedes de operadoras de apostas. Por outro lado, a tributação sobre criptoativos é vista como positiva, embora especialistas apontem desafios técnicos devido à volatilidade do mercado.

Sobre a viabilidade de implementação até 2028, a eurodeputada reconhece que o cronograma está apertado. Ela defende, contudo, que a contribuição digital é um instrumento de fácil aplicação técnica, sendo uma ferramenta sustentável para o futuro financeiro da UE. Para mais informações sobre o cenário econômico do bloco, acesse a nossa categoria de economia ou acompanhe as últimas notícias .

Fonte: pt.euronews.com