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Sanções da UE contra a Rússia: Luxemburgo cria impasse

Luxemburgo complica a renovação das sanções da UE contra a Rússia ao exigir exclusões de oligarcas. Entenda o impasse diplomático e as consequências.

As sanções da UE contra a Rússia enfrentam um novo e complexo impasse diplomático. Luxemburgo decidiu endurecer sua postura ao condicionar a renovação da lista de medidas restritivas a uma exigência específica sobre o oligarca Mikhail Fridman.

O conflito surgiu após a França, com o apoio da Eslováquia, solicitar a retirada do empresário Alisher Usmanov da lista de sancionados. Em resposta, Luxemburgo declarou que, caso Usmanov seja removido, o mesmo tratamento deve ser aplicado a Fridman, que atualmente move uma ação judicial contra o Grão-Ducado.

O impacto das sanções da UE contra a Rússia

Além disso, Mikhail Fridman contesta o congelamento de seus bens em Luxemburgo, avaliados em cerca de 16 mil milhões de dólares. O empresário também abriu um processo contra o Conselho da União Europeia no Tribunal Geral da UE, alegando irregularidades na aplicação das sanções.

A situação gerou desconforto entre os Estados-membros. Diplomatas alertam que a priorização de interesses nacionais pode enfraquecer a posição do bloco diante da escalada russa na Ucrânia. Confira mais últimas notícias sobre o cenário geopolítico europeu.

Portanto, A lista, que abrange cerca de 1600 entidades e indivíduos, exige unanimidade para ser renovada semestralmente. Os principais pontos de tensão incluem:

A exigência francesa de retirar Usmanov como moeda de troca diplomática com o Azerbaijão. A pressão da Eslováquia pela remoção de ambos os oligarcas da lista oficial. O risco de um efeito dominó, onde cada país tenta impor sua própria agenda de exceções. O prazo original para a renovação expirou na última terça-feira, mas foi estendido por uma semana. A expectativa é que uma solução diplomática seja encontrada antes da próxima reunião de embaixadores, agendada para segunda-feira.

Fontes diplomáticas ouvidas sob anonimato criticaram a postura de Paris. Segundo esses relatos, a insistência em negociações individuais transmite uma imagem de fraqueza da União Europeia perante o Kremlin.

Até o momento, representantes de Luxemburgo não se manifestaram oficialmente sobre o caso. A crise coloca em xeque a unidade do bloco europeu em um momento crítico de tensões internacionais.

Fonte: pt.euronews.com