Polícia Federal combate esquema de ouro ilegal que movimento
A Operação Arcanjo mira organização criminosa envolvida na extração, transporte e venda de ouro ilegal entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Operação Arcanjo mira organização criminosa envolvida na extração, transporte e venda de ouro ilegal entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Polícia Federal iniciou, nesta data, a Operação Arcanjo, uma ofensiva voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa suspeita de comprar e vender ouro extraído de forma ilegal. O grupo mantinha operações estruturadas principalmente nas cidades de Poconé, em Mato Grosso, e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
No total, as autoridades estão cumprindo 22 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva. As diligências ocorrem simultaneamente em diversos municípios, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, além de estenderem-se para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e São José do Rio Preto, em São Paulo.
De acordo com os levantamentos realizados pela corporação, os investigados desempenhavam funções coordenadas na aquisição, circulação, comercialização e ocultação de valores obtidos por meio do minério. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa a marca de R$ 5,2 milhões, montante diretamente ligado às atividades ilícitas apuradas.
As investigações revelaram que, ao longo do esquema, foram negociados aproximadamente 17,3 kg de ouro. A análise detalhada das transações financeiras permitiu aos agentes identificar uma rede complexa que contava com fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores finais do produto.
O fluxo logístico do grupo criminoso tinha como ponto de partida a região de Poconé. A partir dali, o minério era encaminhado para São José do Rio Preto, onde era armazenado em um estabelecimento específico utilizado para a custódia e posterior venda do material.
Além da logística de transporte, a Polícia Federal identificou a utilização de mecanismos sofisticados destinados a ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos. O objetivo era conferir uma aparência de legalidade aos recursos gerados pela atividade extrativista clandestina.
Os envolvidos poderão responder, conforme o andamento das investigações, por crimes como usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A operação segue em curso para a coleta de novas provas e aprofundamento das responsabilidades de cada integrante do grupo.
Fonte: sonoticias.com.br