Polícia Civil identifica braço operacional de líder do Coman
Lucas Ferreira Galhardo foi preso na Operação Roleta Russa 2, acusado de gerenciar o patrimônio e movimentar recursos ilícitos para o líder da facção em Mato Gr
Lucas Ferreira Galhardo foi preso na Operação Roleta Russa 2, acusado de gerenciar o patrimônio e movimentar recursos ilícitos para o líder da facção em Mato Grosso.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a segunda fase da Operação Roleta Russa, que teve como principal alvo Lucas Ferreira Galhardo. Ele é apontado pelas autoridades como o braço operacional de Gilson Rodrigues dos Santos, conhecido como “Russo”, que é um dos líderes do Comando Vermelho no estado e já havia sido detido na primeira etapa da ação policial, realizada em maio deste ano.
A operação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Além do mandado de prisão contra Lucas, foram cumpridas ordens de busca e apreensão expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias.
De acordo com o inquérito, Lucas mantinha uma parceria próxima com o líder da facção há cerca de cinco anos. Sua principal função dentro da estrutura criminosa era a ocultação e dissimulação de bens ilícitos, além de gerenciar a circulação de valores por meio de contas bancárias próprias e de terceiros, visando dificultar o rastreamento financeiro pelas autoridades.
Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 mil em ativos financeiros vinculados ao investigado. Adicionalmente, outros R$ 20 mil foram bloqueados em relação a um segundo envolvido e à empresa de sua titularidade, como parte do esforço para descapitalizar a organização criminosa.
As investigações detalharam que o suspeito também atuava na negociação e ocultação de veículos utilizados pelo grupo. Um dos bens identificados foi um Toyota Corolla Cross, avaliado em mais de R$ 150 mil. Segundo a polícia, o carro pertencia originalmente ao líder preso, mas foi transferido para o nome da mãe de Lucas e permanecia guardado na residência do investigado, sendo utilizado por outros membros da facção.
Além disso, o suspeito teria intermediado a compra de outro veículo, adquirido pelo líder da facção e destinado a uma integrante do grupo. A análise das transações bancárias revelou um fluxo constante de transferências via Pix e rateios, confirmando o uso de diversas contas para movimentar o dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
O levantamento policial também trouxe à tona informações sobre o cumprimento de normas internas impostas pela facção. Há indícios de que o investigado esteja envolvido em outros delitos graves, incluindo homicídios e a posse ilegal de armas de fogo, o que reforça a periculosidade do alvo.
A primeira fase da Operação Roleta Russa, ocorrida em maio de 2026, focou no cumprimento de 12 ordens judiciais contra membros da facção envolvidos em crimes como tráfico de drogas e extorsão em Cuiabá, tendo como alvo principal um conselheiro da organização. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para desmantelar a estrutura financeira do grupo e identificar outros colaboradores que atuam na lavagem de dinheiro e na logística do crime organizado.
Fonte: rdnews.com.br