Mulher confessa homicídio da sogra para tentar evitar o fim
Em Confresa, mulher de 29 anos matou a sogra a pauladas e com fio elétrico; ela alegou que o crime visava impedir que o marido a abandonasse com os filhos.
Em Confresa, mulher de 29 anos matou a sogra a pauladas e com fio elétrico; ela alegou que o crime visava impedir que o marido a abandonasse com os filhos.
Um caso de extrema violência chocou a cidade de Confresa, localizada a 1.160 km de Cuiabá, no último sábado (22). Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, foi detida após confessar à Polícia Civil o assassinato de sua sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos. O crime, segundo a própria autora, foi motivado por um plano desesperado para manter seu casamento.
Em depoimento prestado ao delegado Daniel Moura, responsável pelas investigações, Alessandra revelou que vivia um momento de instabilidade conjugal. Ela afirmou que o marido ameaçava constantemente deixá-la, levando consigo os filhos do casal. A suspeita acreditava que, ao causar a morte da mãe dele, o marido permaneceria ao seu lado durante o período de luto, evitando assim a separação definitiva.
A autora detalhou como executou o crime. Após faltar ao trabalho, ela utilizou uma chave que possuía da residência da sogra para entrar no imóvel. Alessandra relatou que permaneceu aguardando nos fundos da casa, próxima a um freezer e aos animais de estimação, até que Maria Aparecida chegasse. Ao ser surpreendida pela vítima, Alessandra iniciou o ataque, desferindo diversos golpes de madeira na cabeça da sogra.
Durante o interrogatório, a mulher admitiu que, após a agressão inicial, utilizou um fio de extensão elétrica para finalizar o ato, estrangulando a vítima. Em um momento de aparente remorso, Alessandra declarou: “Eu achava que se acontecesse alguma coisa com ela e eu estivesse do lado do meu marido, ele não iria embora. Mas eu não tive coragem de sair de lá depois do que aconteceu. Eu me arrependi e não tive coragem de sair e deixar ela lá”.
O crime foi descoberto após vizinhos ouvirem gritos de socorro vindos da residência e acionarem a Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Alessandra ainda dentro da casa, apresentando manchas de sangue e lesões. Próximo a ela, estava o pedaço de madeira utilizado no ataque, compatível com a dinâmica descrita pela suspeita.
No domingo (23), a prisão em flagrante de Alessandra foi convertida em preventiva pelo juiz Nelson Luiz Pereira Júnior, da Comarca de Porto Alegre do Norte. O magistrado fundamentou a decisão na gravidade do delito, na preparação prévia e na brutalidade empregada, destacando que a liberdade da investigada representaria um risco concreto à ordem pública e à instrução do processo criminal.
A defesa da acusada tentou reverter a medida, solicitando a prisão domiciliar sob o argumento de que Alessandra possui filhos menores de idade. No entanto, o pedido foi indeferido pelo juiz, que ressaltou a natureza violenta do crime contra a pessoa. O magistrado determinou, ainda, que o Conselho Tutelar e uma equipe multidisciplinar realizem o acompanhamento da situação das crianças.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca consolidar as provas da autoria e as circunstâncias que levaram ao desfecho trágico. A brutalidade do crime e a motivação alegada pela nora causaram grande comoção na comunidade local.
Fonte: midianews.com.br