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Uso de inteligência artificial é debatido pelo MPMT no Júri

O MPMT discutiu o uso de inteligência artificial para otimizar o trabalho no Tribunal do Júri. Confira agora como a tecnologia auxilia os promotores.

O uso de inteligência artificial no cotidiano jurídico foi o tema central do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O evento reuniu membros do Ministério Público de todo o país para discutir como a tecnologia pode auxiliar a atuação ministerial, mantendo sempre a supervisão humana e o rigor ético.

A iniciativa foi organizada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), em conjunto com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri. O objetivo principal foi compartilhar experiências práticas sobre a integração de ferramentas digitais no dia a dia dos promotores.

uso de inteligência artificial

O promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto foi o palestrante convidado e demonstrou diversas formas de aplicar a tecnologia na preparação de julgamentos. Segundo o especialista, as ferramentas atuais permitem otimizar tarefas complexas que antes demandavam muito tempo dos profissionais.

Entre as principais utilidades apresentadas durante o encontro, destacam-se:

O resumo eficiente de processos volumosos; A organização estratégica de elementos probatórios; A criação de apresentações dinâmicas para o plenário; O auxílio na elaboração de teses e documentos jurídicos. O coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, abriu o evento destacando os ganhos de produtividade. Ele afirmou que a tecnologia tem reduzido drasticamente o tempo de estudo dos casos, elevando a qualidade técnica das atuações em plenário.

Para Leoni Carvalho Neto, o setor jurídico precisa encarar a inovação como uma realidade irreversível. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, pontuou o promotor durante sua exposição aos colegas.

Contudo, o palestrante reforçou que a tecnologia atua como um suporte e não como um substituto do intelecto humano. Ele destacou que o tempo economizado é um ganho imensurável, mas exige responsabilidade constante na verificação dos dados gerados.

Além disso, o promotor ressaltou a importância da revisão manual de todo conteúdo produzido por plataformas de IA. Mesmo com o avanço dos sistemas, a conferência humana permanece indispensável para garantir a precisão das informações utilizadas nos processos.

O debate também abrangeu questões fundamentais sobre a segurança das informações e a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A discussão estabeleceu limites éticos claros para o uso dessas ferramentas na esfera ministerial.

Para acompanhar mais atualizações sobre o sistema judiciário, acesse as últimas notícias em nosso portal. O evento reforçou que a tecnologia, quando bem aplicada, é uma aliada poderosa para a eficiência da justiça brasileira.

Fonte: midianews.com.br