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Mato Grosso inicia nova etapa de coleta de DNA para localiza

Ação nacional começa nesta segunda-feira em Mato Grosso, visando ampliar o banco de dados genéticos para auxiliar na identificação de desaparecidos.

Ação nacional começa nesta segunda-feira em Mato Grosso, visando ampliar o banco de dados genéticos para auxiliar na identificação de desaparecidos.

A quarta edição da mobilização nacional voltada à coleta de material genético de parentes de pessoas desaparecidas terá início nesta segunda-feira (24) em Mato Grosso. A iniciativa é conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em parceria com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e se estenderá até a próxima sexta-feira (28).

O objetivo central da campanha é oferecer um suporte adicional para a localização e identificação de indivíduos cujo paradeiro permanece desconhecido, buscando fornecer respostas concretas às famílias que aguardam por notícias. Embora a ação seja intensificada durante esta semana, a coleta de DNA é um serviço contínuo oferecido pelo Estado ao longo de todo o ano.

Atualmente, o banco estadual de perfis genéticos de Mato Grosso armazena 433 perfis de restos mortais que ainda não foram identificados. Esses registros estão prontos para serem confrontados com o material genético fornecido pelos familiares, aumentando as chances de sucesso nas investigações.

Para participar, os interessados devem comparecer a um dos 17 postos de atendimento da Politec espalhados pelo território mato-grossense. É indispensável a apresentação de um documento de identificação oficial e os dados referentes ao boletim de ocorrência do desaparecimento, como o número do registro, o estado onde foi feito e a delegacia responsável. Embora não seja obrigatório, a apresentação de uma cópia do boletim é recomendada para facilitar o processo.

A orientação técnica é que a doação seja realizada, preferencialmente, por parentes de primeiro grau. A ordem de prioridade sugerida é: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos acompanhados do outro genitor; e, em última instância, irmãos biológicos que compartilhem o mesmo pai e a mesma mãe. Caso essa hierarquia não possa ser seguida, outros familiares também podem ser aceitos.

A coleta é permitida para menores de idade, desde que estejam devidamente acompanhados por seus responsáveis legais. É importante ressaltar que quem já realizou a doação de material genético em campanhas anteriores não precisa repetir o procedimento, pois o perfil já consta no banco de dados.

A campanha possui abrangência nacional e não se limita ao local do desaparecimento. Mesmo que o fato tenha ocorrido em outro estado ou até mesmo no exterior, a coleta pode ser feita em qualquer unidade da Politec em Mato Grosso. Nesses casos, basta informar aos profissionais no momento do atendimento para que o registro seja feito corretamente e, se necessário, o cruzamento de dados seja realizado em bancos internacionais.

Não existe um prazo limite para a coleta, e o tempo de desaparecimento não é um impedimento para a doação. No entanto, a existência de um Boletim de Ocorrência é um requisito fundamental. Caso a família ainda não tenha registrado o desaparecimento, é necessário procurar a delegacia mais próxima antes de buscar a coleta de DNA.

Após a identificação positiva de um desaparecido, a Politec emitirá um laudo oficial que será encaminhado à delegacia encarregada da investigação. A partir desse momento, os policiais entrarão em contato diretamente com os familiares para comunicar o resultado e fornecer as orientações necessárias sobre os procedimentos subsequentes.

Fonte: sonoticias.com.br