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Julgamento sobre a morte de Maradona expõe conflitos entre

O julgamento sobre a morte de Maradona revela trocas de acusações entre os réus. Confira agora os detalhes sobre o caso que envolve o ídolo argentino.

julgamento sobre a morte de Maradona — O julgamento sobre a morte de Diego Maradona atingiu uma fase crítica nesta terça-feira, marcada por um intenso jogo de empurra entre os réus. Os profissionais de saúde envolvidos no caso buscam se eximir de responsabilidades, transferindo a culpa por falhas no atendimento médico uns aos outros.

Desde abril, o tribunal de San Isidro, na Grande Buenos Aires, investiga as circunstâncias da internação domiciliar do craque. O ídolo argentino faleceu em novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, pouco tempo após passar por uma cirurgia para tratar um hematoma subdural.

Conflitos no julgamento sobre a morte de Maradona

Além disso, A coordenadora médica Nancy Forlini foi uma das figuras centrais nos depoimentos recentes. Ela rebateu críticas sobre a falta de estrutura no tratamento e apontou o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov como os verdadeiros tomadores de decisão. Segundo Forlini, a autoridade sobre o paciente estava concentrada nas mãos da dupla.

Os sete profissionais de saúde que ocupam o banco dos réus respondem por homicídio com dolo eventual. A acusação sustenta que eles tinham plena consciência de que suas omissões poderiam levar ao óbito do campeão mundial de 1986. Confira mais detalhes sobre o cenário esportivo na nossa categoria de notícias.

Portanto, O processo revelou pontos de tensão significativos entre os envolvidos:

Leopoldo Luque negou ser o médico responsável pelo paciente, limitando sua função ao acompanhamento neurocirúrgico. Pedro Di Spagna afirmou ter sido impedido de examinar Maradona em visitas domiciliares, sendo orientado a se retirar da residência. Agustina Cosachov admitiu falhas na organização do tratamento após a alta hospitalar e apontou divergências com o plano de saúde. Luque, por sua vez, contestou as declarações de Forlini e afirmou que não mantinha contato frequente com ela. Ele tentou transferir a responsabilidade do acompanhamento clínico para Di Spagna. Contudo, Di Spagna defendeu-se alegando frustração profissional, pois não conseguiu realizar seu trabalho adequadamente nos dias que antecederam o falecimento.

A psiquiatra Cosachov também direcionou críticas à gestão de Forlini, reforçando o clima de discórdia entre os acusados. Todos os réus declaram-se inocentes até o momento. Caso sejam condenados, as penas podem atingir até 25 anos de reclusão.

O cronograma judicial prevê o início dos argumentos finais para o dia 8 de outubro. As sessões seguirão até o dia 22, momento em que o processo entrará em sua etapa decisiva. Acompanhe as últimas notícias sobre o desfecho deste caso que abalou o mundo do futebol.

Fonte: gazetaesportiva.com