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Hackers roubam dados de clientes da Revolut e exigem resgate

Hackers roubam dados de 700 clientes da Revolut e pedem 3 milhões de dólares em resgate. Confira os detalhes desta investigação internacional agora.

hackers roubam dados — Um grupo de hackers realizou uma invasão aos sistemas da empresa de serviços bancários Revolut, resultando no roubo de dados sensíveis de aproximadamente 700 clientes europeus. O caso, que gerou um alerta internacional, envolve uma tentativa de extorsão no valor de 3 milhões de dólares.

O Ministério Público de Reggio Calabria, na Itália, iniciou um inquérito para investigar o incidente. Os criminosos utilizaram um e-mail institucional comprometido, vinculado à Prefettura de Reggio Calabria, para realizar as comunicações. A instituição financeira confirmou a exposição dos dados, embora tenha assegurado que nenhum fundo financeiro foi movimentado ou subtraído.

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Além disso, O grupo responsável, autodenominado "iamnotavillain", publicou um pedido de resgate em seu site na dark web. A organização exige o pagamento de 3 milhões de dólares em Monero (XMR), uma criptomoeda conhecida pelo alto nível de anonimato. Além disso, os invasores ameaçam vender as informações a outras redes criminosas caso o valor não seja pago em 24 horas.

A investigação conta com o apoio da Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo, dado o envolvimento de um órgão governamental no vetor de ataque. A Polícia Postal italiana classificou a operação como altamente sofisticada. Entre os dados supostamente em posse dos criminosos, destacam-se:

Documentos de identificação, como passaportes e cartas de motorista; Fotografias pessoais dos clientes afetados; Um volume total estimado em 147 gigabytes de dados. Portanto, O Financial Times, que estabeleceu contato com o grupo via Telegram, relatou que o pedido público de resgate é uma tática incomum. Normalmente, extorsões ocorrem de forma privada antes de serem expostas. Os criminosos enviaram um vídeo de 60 segundos como prova da posse dos documentos, reforçando a gravidade da intrusão.

A Autoridade de Proteção de Dados da Itália também interveio no caso. O órgão iniciou uma auditoria sobre falhas de segurança em bancos italianos e estabeleceu contato com as autoridades da Lituânia, onde a Revolut mantém sua sede legal. O objetivo é coordenar esforços para conter a ameaça e proteger os usuários.

Peritos ainda tentam determinar se o e-mail institucional utilizado foi clonado ou se houve uma infiltração direta nos sistemas do Ministério do Interior ou da Prefettura. Enquanto as apurações seguem, a categoria de segurança cibernética monitora os desdobramentos deste ataque, que é tratado como uma intrusão em sistema de interesse público. Para mais atualizações, acompanhe as últimas notícias sobre o caso.

Fonte: pt.euronews.com