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Folha salarial dos clubes: ranking e desafios de cálculo

Entenda por que calcular a folha salarial dos clubes da Série A é complexo e veja o ranking de investimentos do futebol brasileiro. Confira agora.

A folha salarial dos clubes é um tema recorrente nas discussões sobre o desempenho das equipes no futebol brasileiro. Frequentemente, torcedores questionam se o investimento realizado condiz com os resultados obtidos em campo. Contudo, determinar o valor exato gasto com vencimentos de atletas é uma tarefa complexa devido à falta de padronização nas divulgações financeiras das agremiações.

Entenda a folha salarial dos clubes da Série A

Tanto as associações civis quanto as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) não apresentam números uniformes. Muitas vezes, os balanços financeiros englobam despesas que vão além dos salários, como encargos, direitos de imagem, premiações e custos com funcionários de apoio, como roupeiros e nutricionistas. Essa divergência torna difícil uma comparação direta entre os times.

O Palmeiras, por exemplo, ilustra bem essa dificuldade. Enquanto balancetes indicam um custo mensal de R$ 45 milhões para o departamento de futebol, dirigentes apontam que a folha salarial real gira em torno de R$ 30 milhões. Situação semelhante ocorre no Bragantino, onde o custo total do departamento é significativamente maior do que o montante destinado apenas aos salários dos jogadores.

Apesar das imprecisões, foi possível elaborar um panorama dos gastos atuais. Confira o ranking aproximado das folhas salariais da elite do futebol nacional:

Flamengo: R$ 37,5 milhões Corinthians, Cruzeiro e Palmeiras: R$ 30 milhões cada Santos: R$ 25 milhões Bahia: R$ 22 milhões O Flamengo lidera o levantamento, impulsionado por um elenco estrelado. Jogadores como Arrascaeta e Jorginho possuem vencimentos na casa dos R$ 3 milhões mensais. O clube carioca projeta um faturamento bilionário até 2030, o que pode elevar ainda mais esses patamares. Por outro lado, o Palmeiras também aumentou seus gastos com a chegada de reforços de peso, como Andreas Pereira e Vitor Roque.

O Cruzeiro, após sua transição para SAF, registrou um crescimento de 72% nos investimentos em futebol entre 2024 e 2025. O clube mineiro conta com vencimentos elevados para nomes como Matheus Pereira, Gerson e Gabigol. Vale ressaltar que, no caso de Gabigol, parte do salário é custeada pelo Santos, clube onde atua por empréstimo.

No Santos, a folha é impactada pelo alto salário de Neymar, que recebe R$ 4,14 milhões mensais. O clube, que enfrenta desafios financeiros e punições da Fifa, busca equilibrar suas contas após a saída de diversos atletas. Para mais informações sobre o cenário atual, acompanhe a nossa categoria de esportes.

A relação entre investimento e performance não é linear. Enquanto o Flamengo justifica seu alto gasto com a liderança no Brasileirão, o Mirassol, mesmo com um aumento de 50% em sua folha, luta contra o rebaixamento. Já o Athletico-PR demonstra eficiência, mantendo uma das folhas mais baixas da elite e ocupando as primeiras posições da tabela.

Portanto, o custo do elenco é apenas um dos fatores que definem o sucesso esportivo. A gestão, o planejamento e o desempenho em campo continuam sendo variáveis fundamentais. Para ficar por dentro de tudo o que acontece, confira as últimas notícias do mundo da bola.

Fonte: ge.globo.com