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Angeliquinha é transferida para Regime Disciplinar

Angeliquinha, líder do Comando Vermelho, é transferida para o RDD em Cuiabá após ser recapturada na Bolívia. Confira os detalhes da decisão judicial.

A detenta Angélica Saraiva de Sá, amplamente conhecida como Angeliquinha , foi transferida para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela é apontada pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região de Alta Floresta, localizada a 789 km da capital mato-grossense.

A criminosa havia escapado da unidade prisional em 17 de agosto de 2025. Após um período de buscas que durou mais de um ano, as forças de segurança localizaram e prenderam a foragida na Bolívia, no dia 24 de setembro deste ano. Após a captura, ela foi entregue à Polícia Federal e permaneceu detida provisoriamente em Corumbá, Mato Grosso do Sul, até a conclusão do processo de recambiamento.

Detalhes do Regime Disciplinar Diferenciado para Angeliquinha

Além disso, A decisão pela inclusão no RDD partiu da 5ª Vara Criminal de Sinop. O prazo inicial estipulado para o cumprimento deste regime é de 180 dias, com possibilidade de renovação mediante nova fundamentação judicial. O objetivo é garantir a segurança do sistema penitenciário diante da periculosidade da detenta.

As condições impostas pelo regime incluem restrições severas, conforme prevê a legislação vigente. Entre as medidas aplicadas, destacam-se:

Permanência em cela individual; Direito a apenas duas horas de banho de sol por dia; Visitas limitadas à frequência quinzenal; Monitoramento rigoroso de todas as comunicações. Portanto, Investigações apontam que, mesmo durante o período em que esteve foragida, Angeliquinha continuou exercendo influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta. Ela é considerada a responsável por cerca de 80% dos homicídios ordenados pela facção na região. Além disso, a criminosa possui condenações que, somadas, superam 260 anos de reclusão.

Para tentar escapar da vigilância policial, a foragida buscou refúgio em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), ela realizou pelo menos cinco procedimentos estéticos faciais para alterar sua aparência. Apesar da tentativa de disfarce e do uso de documentos falsos, a identificação visual foi confirmada pelas autoridades.

A trajetória criminosa de Angeliquinha envolve crimes graves, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e coordenação de ações delituosas. Ela responde a diversos mandados de prisão expedidos em diferentes processos penais. A transferência para Cuiabá marca um novo capítulo no monitoramento desta liderança faccionada. Para mais informações sobre o sistema prisional, acompanhe nossa categoria de notícias.

Fonte: rdnews.com.br